有件事值得说清楚:如果别的州给你更高的时薪,记住你所有的开销也会按同样比例上去。南方的工资,比如亚拉巴马或得克萨斯,比东北部(马萨诸塞或新泽西)低,但亚拉巴马的住宿、吃饭和其他开销也更低。其实招聘信息上的工资就像一支温度计,量的是各州生活成本的高低:把同一个酒店客房服务员的岗位在不同地方的工资拿来比一比,你就知道哪里花得更多。在得克萨斯或亚拉巴马,没有人会给一个没经验的客房服务员时薪 11 美元;那纯粹是画大饼,虽然那边生活确实更便宜。同样的逻辑适用于 WaT 的其他工作。
经验表明,学生最后实际拿到的时薪,通常比招聘信息上写的低二十五到五十美分。看着不多,但整个夏天累下来就是一笔难看的数目。另外,并不是每个雇主都会正确申报参与者的税务身份,这会让工资单上被扣的钱变多。而且必须说:确实有美国雇主利用外国学生不懂当地法律,心安理得地扣对自己有利的钱。事后再摆出一副惊讶的表情装糊涂。如果你静下心来把一张 WaT 的工资单从头核一遍(税、时薪、记录在案的工时),几乎从来对不上当初答应你的数。参与者要么没发现,要么发现得太晚,要么就是根本无能为力。曾经有 这样的情况 :学生拿到的工资单是零。
记住,Work and Travel USA 是一门 好几百万的生意,为了这笔钱,中介什么都干得出来。什么手段都能用: 假访谈、编造的评价和留言、靠买粉丝撑起来的账号、量身定做的网站、花钱买来的名人“推荐”、由并不存在的“学生”署名的书。那种“带五个朋友来你就免费走”或者“带一个朋友来拿 50$”的活动也是同一个厨房出来的:对那些在同学中间到处讲美好故事的参与者,中介按每个新客户付佣金,或者在退税流程上给他打折。说白了,就是广告行当的人在使出这一行的全部把戏。而这还只是一小部分。目的就是把 WaT 的名额卖出去,怎么卖都行。
为了省交通费,这个女孩只能坐在后备箱里去上班。
纸面上和宣讲会上,一切都很好看。现实生活里,什么都要花钱,到处都要花钱,而且花得不少。而你付的不是人民币、不是坚戈、也不是格里夫纳:你付的是美元。所以醒醒,好好算一算。在美国靠一个 WaT 参与者的最低工资生活,说得客气些,就是难受。是的,你永远可以去 最便宜的超市 买吃的,或者去 慈善食堂 吃,五个人挤一间屋子睡。但从哪个角度看这都是笔亏本买卖:要么你收不回付出去的钱,要么你像牲口一样干活、整个夏天挤着过。把这一点记住。决定权在你,我们真心祝你顺利。抱歉打碎了你的梦。
Se prometeram rios de dinheiro pra você também, chegou no lugar certo. Pega uma calculadora e vamos desmontar juntos os Mitos do WaT .
Mito n.º 1 · o dinheiro
“Faço US$ 6.000 fácil, e US$ 10.000 se me esforçar um pouquinho. Pago o custo do programa (~US$ 3.000) logo no primeiro mês.”
O que a agência te diz, palavra por palavra.
Parece incrível, né? Parece ótimo demais. Parece. Agora a estatística que faz você cair na real:
1 em 10
chega mesmo aos US$ 5.000 e paga o que gastou com o programa.
1 em 100
passa de US$ 10.000. Tão raro que as próprias agências usam justo essa gente na propaganda.
Os agentes repetem sem parar que dá pra ganhar US$ 10.000, mas nunca contam o quanto isso é difícil nem o que custa chegar lá. E não é descuido: não está nos planos deles. O objetivo é te vender a vaga e faturar milhões.
Passe pelo guichê antes de passar pra valer. O cônsul pergunta, você responde, e no fim vê quanto cada resposta teria custado.
A conta do Work and Travel USA, dólar por dólar
Pra desmontar esse mito não precisa de economia avançada: basta uma aritmética bem simples sobre 3 meses, ou seja, 12 semanas de programa. Por que 3 meses? Primeiro, por causa dos seus estudos e do período de provas. Segundo, porque a temporada turística nos Estados Unidos engrena em junho e vai se apagando no fim de agosto. E terceiro, porque lá as aulas começam passado o dia 20 de agosto, então muita família americana já está encerrando as férias. É por isso que o estudante estrangeiro é necessário justamente de junho a agosto. Dá pra chegar antes e sair depois, claro, mas aí sobram menos horas e menos chance de conseguir um segundo emprego. E sem segundo emprego, esquece.
Leve mais uma coisa em conta: a conta abaixo se apoia na estatística dos anos anteriores à pandemia (antes de 2020) e não inclui a inflação. E lá os preços subiram muito mais que os salários. Diga o que disser a agência (lembre: o trabalho dela é te vender e receber), a inflação depois da pandemia mudou a vida nos Estados Unidos. Não só pro recém-chegado ingênuo, também pro americano comum: viaja menos, come menos em restaurante e deixa menos gorjeta. Como isso te atinge? Direto. Menos trabalho, menos horas, menos gorjeta, mais gasto e, no fim, menos dinheiro no bolso. Então soma uns 30 por cento nas suas despesas e só assim você tem um número honesto.
Beleza, vamos contar sem a inflação (~30%): liga o cérebro e a calculadora.
O que entra com um emprego só, por semana: US$ 320
Se der sorte, você pega as 40 horas semanais completas. A maioria das empresas limita a jornada e não deixa passar de 35-40 horas. É briga constante pra conseguir turno. Nos Estados Unidos há muitíssimos imigrantes em situação irregular, sobretudo latino-americanos, dispostos a trabalhar por 6 dólares a hora e às vezes menos. Então não conte com hora extra paga a 1,5 vez a tarifa: é quase impossível. O que vai acontecer mesmo é te pedirem, com toda a educação do mundo, pra ficar mais um pouco, e pagarem tudo na tarifa normal.
Vamos supor que sua tarifa seja de 9 dólares a hora. Não se anima ainda. Falta descontar o imposto federal (10% no mínimo) mais o imposto estadual (0-13%, veja o mapa). Depois das retenções, digamos 11% (dos quais os 10% federais não voltam, e pra recuperar o estadual você paga alguém: veja o mito dos impostos), sobram 8,0 dólares a hora. Multiplica por 40 e pronto: uns US$ 320 por semana.
Imposto de renda estadual, estado por estado (vem por cima dos 10% federais). O mapa está rotulado em inglês, como no original. Fonte.
Vale esclarecer uma coisa: se te oferecem uma tarifa por hora mais alta em outro estado, lembre que todas as suas despesas sobem na mesma proporção. Um salário no sul, digamos no Alabama ou no Texas, é mais baixo que no nordeste (Massachusetts ou Nova Jersey), mas moradia, comida e o resto também custam menos no Alabama. Na real, o salário que vem na oferta de trabalho funciona como termômetro do custo de vida de cada estado: compare o que pagam pela mesma vaga de camareira de hotel em lugares diferentes e você descobre onde se gasta mais. Ninguém no Texas ou no Alabama paga 11 dólares a hora pra uma camareira de hotel sem experiência; isso é conversa fiada, embora seja verdade que lá se vive mais barato. A mesma lógica vale pros outros trabalhos do WaT.
E a economia não perdoa: se sobe o salário mínimo do estado, sobe também o preço de todo o resto. Encarece o aluguel, a comida, o transporte e os serviços. Abaixo deixamos os salários mínimos por estado, pra você se situar.
Salário mínimo por estado, 2024. Rotulado em inglês, como no original. Fonte.
A experiência ensina que a tarifa real que o estudante acaba recebendo costuma ficar entre vinte e cinco e cinquenta centavos abaixo da que estava na oferta. Parece pouco, mas ao longo do verão vira uma soma feia. Além disso, nem todo empregador declara direito a situação fiscal do participante, e isso infla as retenções descontadas do contracheque. E é preciso dizer: tem empregador americano que se aproveita de o estudante estrangeiro não conhecer a lei local e mete descontos a favor próprio com a maior tranquilidade. Depois faz cara de surpresa e se finge de bobo. Se você sentar e revisar com calma um contracheque do WaT (impostos, tarifa por hora, horas registradas), quase nunca bate com o que prometeram. O participante não percebe, percebe tarde demais, ou simplesmente não consegue fazer nada. Já houve casos de estudantes que receberam contracheque zerado.
Outra coisa: a faixa salarial do programa é estreita, porque as regras só permitem te contratar em posições básicas, sem qualificação e de trabalho pesado. Explicamos em detalhe no mito da carreira. O normal é te contratarem no salário mínimo mais um ou dois dólares a hora. Por isso, qualquer trabalho que uma agência te ofereça por mais de US$ 13 a hora deveria acender um alerta: ou é um estado caríssimo pra viver, ou é trabalho não autorizado que pode te trazer problemas sérios, inclusive a cadeia, ou é a agência te enrolando direitinho de novo.
O que sai, por semana: mais de US$ 200
Moradia · US$ 100
Moradia custa caro e varia muitíssimo. O mais provável é que, pra economizar, você acabe morando com outros estudantes: quanto mais gente na casa, menos cada um paga. Dividir com amigos não é ruim, mas também não é a maravilha que você imagina, como vai ver mais adiante. Tem gente disposta a dormir no chão, com percevejo, no bairro mais barato da cidade, só pra economizar uns dólares. E tem gente que paga US$ 150 por semana num apartamento com piscina, vista boa e perto do trabalho. A variação é enorme. Ah, e se te disserem que a moradia é de graça, quase certamente é mais conversa fiada: ou descontam do salário, ou se prepare pra um quartinho de cinco pessoas, cama dividida e fila pro banheiro. Digamos que a moradia te custe 100 dólares por semana.
Comida · US$ 70
Se você não cozinhar e viver de fast-food, vão embora 10-15 dólares por dia, ou seja, US$ 70 por semana no mínimo. Dá pra tentar passar 3 meses à base de arroz e hambúrguer barato, dá, mas você vai acabar odiando os Estados Unidos e ainda maltratando a sua saúde, que ainda vai te fazer falta.
Todo o resto · US$ 30
Aqui o céu é o limite e quase tudo depende da sua disciplina. Quase. Porque alguns gastos não dependem de você, e outros nem aparecem até a conta chegar (o imposto sobre venda, por exemplo, que não vem incluído na etiqueta). Nos Estados Unidos não existe nada de graça. Mais que isso: muito estudante estrangeiro paga duas ou três vezes o preço de mercado, ou recebe cobranças inventadas que nem deveriam existir. Nessa conta entram:
uniforme de trabalho · treinamento ou certificado · seguro · caução da moradia (que provavelmente não volta) · contas: ar-condicionado, água, luz · coisas de casa: móveis, louça, roupa de cama · televisão e internet · telefone e chip · transporte: bicicleta, ônibus, trem, metrô, táxi, ou o transporte que o próprio empregador cobra · a checagem do segundo emprego pelo patrocinador (sponsor) · a viagem pra tirar o SSN · roupa que você não trouxe · e os imprevistos de sempre.
Fora isso, do aeroporto de chegada você ainda tem que se deslocar até o trabalho, e voltar: US$ 200-400. E desde 2018 é obrigatório entregar a declaração de imposto americana depois que você já voltou pra casa. A agência não menciona isso antes de você pagar; depois sim, e ainda te assusta. Não importa quanto retiveram de você, ainda vai ter que soltar dinheiro pelo trâmite da restituição. E não é raro o estudante continuar devendo imposto federal. Vamos ser otimistas e colocar o resto dos gastos em US$ 30 semanais na média.
Sua semana, fechada
320-100-70-30 = US$ 120 por semana
Agora multiplica essa fortuna por 12 semanas: 12×120 = US$ 1.440 no verão inteiro
Não, espera. Não, não pode ser. E os meus US$ 5.000 prometidos?
Se eu botei US$ 3.000 e meio ano me preparando pra essa viagem…
Deixa eu ler de novo, vai que muda.
E eu ainda tenho que devolver pros meus pais e viajar, né?
E postar as fotos, óbvio.
E comprar o iPhone novo, a bolsa Gucci e uma Levis rasgada…
Poxa. E agora, o que eu faço?
Os pais normalmente não recebem nada, porque suas responsáveis criaturas preferem viajar e estrear o último iPhone. Relaxem, pais: esqueçam os três mil dólares de vocês, vocês já sabiam que não iam ver essa grana.
E em vez dos 10 mil dólares prometidos, o estudante ingênuo volta de bolsos vazios e um iPhone. Que, aliás, ele costuma vender no mês seguinte, em dinheiro vivo.
A lembrancinha do verão, à venda. Da Levis rasgada nunca mais se soube.
E pronto: com essa aritmética de escola primária cai por terra o mito do salário “médio e fácil” de US$ 5.000, e o dos quase astronômicos US$ 10.000.
Recorte de jornal: quem fica rico em cima dos estudantes. Fonte (em russo).
Resumindo
Seguindo a mesma lógica, montamos duas tabelas com o provável destino financeiro de um participante do WaT. A conta é simples e você pode refazer você mesmo.
A primeira tabela calcula quanto um participante ganha durante o verão, já descontados os gastos indispensáveis pra viver nos Estados Unidos. A segunda estima o retorno da viagem, ou seja, o que sobra depois de descontar o custo total do programa.
Os dados de partida estão abaixo. Claro que pra cada um vai dar um pouco diferente: um paga mais imposto, outro paga menos de moradia. O de baixo é o cenário médio e, justamente por isso, uma estimativa bem boa pra maioria.
Dados de partida do cálculo. A tabela está rotulada em inglês, igual ao original.
Agora pega a sua oferta de trabalho, olha o seu salário e as suas horas semanais, e se localiza nas tabelas. Se na segunda você cair na zona vermelha, o programa não se paga e você volta devendo. Se cair na verde, parabéns de verdade.
Tabela um: quanto você ganha no verão, já descontados os gastos de viver lá.Tabela dois: se a viagem se paga ou não. Zona vermelha, você volta devendo.
Um exemplo concreto
Salário de US$ 9 a hora, um emprego só, 40 horas por semana.
Com quanto você volta pra casa
−US$ 1512
Ganha no verão (antes de descontar o que pagou)
US$ 1488
O programa não se paga. A diferença entre esses US$ 1488 e os US$ 1440 da conta lá de cima vem de usar 10% de retenção de um lado e 11% do outro.
O mesmo exemplo, feito na calculadora.
Sim, a conta tem suposições e simplificações. Mas mostra muito bem a realidade nada glamourosa do programa.
Por isso, quando uma agência te promete salário “médio” de US$ 6.000 e 100% de retorno do programa, ela está mentindo. É conversa fiada pra estudante ingênuo e enganação descarada.
Quem prova isso são centenas de estudantes e a conta que você acabou de ler.
Lembre que o Work and Travel USA é um negócio de muitos milhões, e por esse dinheiro as agências topam qualquer coisa. Vale tudo: entrevistas falsas, avaliações e comentários inventados, páginas infladas com seguidores comprados, sites feitos sob medida, “recomendações” pagas de gente conhecida, livros assinados por “estudantes” que não existem. As promoções do tipo “traga cinco amigos e viaje de graça” ou “traga um amigo e leve US$ 50” são mais do mesmo: ao participante que sai contando maravilhas pros colegas a agência paga comissão por cliente novo, ou dá desconto no trâmite da restituição de imposto. Resumindo, gente de publicidade usando todos os truques do ofício. E isso é só uma amostra. O objetivo é vender vagas do WaT, vender de qualquer jeito.
Pra economizar no transporte, essa menina teve que ir trabalhar no porta-malas.
No papel e na apresentação tudo parece lindo. Na vida real você paga por tudo, em todo lugar, e não é pouco. E não paga em real, nem em peso, nem em guarani: paga em dólar. Então acorda e mede direito. Viver nos Estados Unidos com o salário mínimo de um participante do WaT é, pra dizer de forma leve, ruim. Sim, sempre dá pra comer do mercado mais barato ou em refeitórios de caridade e dormir de cinco num quarto. Mas é mau negócio por qualquer ângulo: ou você não recupera o que pagou, ou trabalha feito mula e vive apertado o verão inteiro. Não esquece disso. A decisão é sua, e de coração desejamos sorte. Desculpa estragar o seu sonho.
Por curiosidade, pergunta pra um americano quanto ele ganha por hora. Eles, aliás, riem baixinho dos J-1 e acham que são gente fácil de convencer. Você vai entender rápido que estão te pagando uma miséria. E é justamente por isso que te contratam: mão de obra barata, obediente e sem direitos serve pra qualquer um. Aqui não tem mistério: está azeitado há anos.
Menção à parte pra conversa dos salários altos pras meninas. Na prática, mais de uma participante acaba “pagando” o custo do programa com o próprio corpo e caindo, na prática, na prostituição. Por isso, pessoal: qualquer promessa acima de US$ 5.000 tem que ser olhada com lupa. Tudo que passar disso merece uma dose sadia de desconfiança. Ou são avaliações pagas pela agência, ou é dinheiro de trabalho proibido, ou o participante viveu e trabalhou em condições de escravidão. Basta revisar a conta lá de cima pra ver que, pro estudante médio, passar de cinco mil dólares não é nada fácil.
É preciso dizer também que a conta e a estatística lá de cima vêm da época cor-de-rosa anterior à pandemia. Depois do coronavírus muita coisa mudou, e pra pior. A experiência mostra que desde o verão de 2020 ganhar dinheiro e recuperar o custo do programa ficou bem mais difícil, por razões óbvias. Agora nos Estados Unidos há muita gente local sem trabalho, e os trabalhadores estrangeiros não fazem tanta falta pra ninguém. Há bem menos turista, o que derrubou o setor de serviços, que é justamente onde trabalham os participantes do WaT. Além disso, o custo do programa e todos os gastos associados subiram forte, o que afundou o retorno da viagem. E o mais importante: mudou de forma permanente a cabeça do consumidor americano, por causa da queda de renda, da inflação e das dívidas. Hoje viajam menos, saem menos a restaurante e parque e, claro, deixam menos gorjeta. Tudo bem lógico e previsível. O resultado: recuperar o que você pagou está hoje bem mais difícil. Então não caia nas promessas cor-de-rosa das agências, que seguem prometendo rios de dinheiro. A tarefa delas é outra: faturar milhões em cima de você.
E por que você acha que vão deixar VOCÊ ganhar mais que os trabalhadores locais?
Ou você acha isso só porque a agência te prometeu milhares de dólares? As agências estrangeiras têm a própria tarefa: empurrar o programa pra todo mundo e faturar milhões em cima da gente. E prometer, promete-se qualquer coisa. Isso é sério: faz anos que eles afinam o método com centenas de estudantes. O próximo é você.
Perguntas que sempre chegam
Minha oferta paga mais que a do exemplo. Então vale a pena?
Pode ser, mas faça a conta com os seus próprios números antes de comemorar. Uma tarifa mais alta quase sempre vem de um estado onde viver custa mais, então o extra vai embora em moradia e comida. Coloca sua tarifa, suas horas e suas semanas na calculadora e olha o resultado final, não o salário bruto.
E se eu conseguir um segundo emprego?
Ajuda, e por isso muita gente tenta. Mas ele não cai do céu: tem que procurar estando lá, o patrocinador precisa autorizar, e esse trâmite também custa. Soma que dormir e comer não são negociáveis. Conte com o segundo emprego quando ele já estiver assinado, nunca antes.
A agência me mostra participantes que ganharam muito. Estão mentindo?
Não necessariamente mentem: escolhem. Essa gente existe, e é justamente a exceção de que a propaganda precisa. Pergunte sempre pela média, não pelo campeão; e pergunte que jornada, que segundo emprego e que condições de moradia estavam por trás daquele número.
A restituição de imposto não conserta a conta?
Não conserta. O federal não volta, o trâmite se paga, e declarar é obrigatório mesmo que você não receba nada. É um assunto inteiro: desmontamos ele no mito da restituição de imposto.
Bom, pessoal, obrigado por ler até aqui. Tudo de bom pra vocês.
#iamnotwatloh
Quer melhorar o inglês, somar “experiência em empresa internacional” e recuperar imposto?
Boa sorte. Mas antes de entregar US$ 3.000 pra uma agência, dá uma passada nestes materiais:
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Si a ti también te prometieron montañas de plata con el WaT, llegaste al lugar correcto. Agarra una calculadora y vamos a desarmar los Mitos del WaT juntos.
Mito n.º 1 · la plata
“Me hago $6 000 fácil, y $10 000 si me esfuerzo un poquito. Recupero el costo del programa (~$3 000) en el primer mes.”
Lo que te dice la agencia, palabra por palabra.
Suena increíble, ¿verdad? Suena buenísimo. Suena. Ahora la estadística que te baja de la nube:
1 de 10
llega de verdad a los $5 000 y recupera lo que pagó por el programa.
1 de 100
pasa de $10 000. Tan raro, que las agencias usan justo a esa gente en su publicidad.
Los agentes repiten sin cansarse que puedes ganar $10 000, pero jamás te cuentan lo difícil que es ni lo que hay que aguantar para llegar ahí. Y no es descuido: no está en sus planes. Su meta es venderte el cupo y ganar millones.
Pasa por la ventanilla antes de pasar de verdad. El cónsul pregunta, tú respondes, y al final ves qué te habría costado cada respuesta.
La cuenta del Work and Travel USA, dólar por dólar
Para desarmar este mito no hace falta economía avanzada: basta una aritmética bien simple sobre 3 meses, o sea 12 semanas de programa. ¿Por qué 3 meses? Primero, por tus estudios y la época de exámenes. Segundo, porque la temporada turística en Estados Unidos agarra vuelo en junio y se va apagando a finales de agosto. Y tercero, porque allá las clases arrancan pasado el 20 de agosto, así que muchas familias estadounidenses ya están cerrando sus vacaciones. Por eso los estudiantes extranjeros se necesitan justo de junio a agosto. Puedes llegar antes o irte después, claro, pero entonces tendrás menos horas y menos chance de conseguir un segundo trabajo. Y sin segundo trabajo, olvídalo.
Toma en cuenta algo más: la cuenta de abajo se apoya en estadística de los años anteriores a la pandemia (antes de 2020) y no incluye la inflación. Y allá los precios subieron mucho más que los sueldos. Te diga lo que te diga la agencia (recuerda: su trabajo es venderte y cobrar), la inflación posterior a la pandemia cambió la vida en Estados Unidos. No solo para el recién llegado ingenuo, también para el estadounidense de a pie: viaja menos, come menos en restaurantes y deja menos propina. ¿Cómo te pega eso a ti? Directo. Menos trabajo, menos horas, menos propinas, más gastos y, al final, menos plata en el bolsillo. Así que súmale cerca de 30 por ciento a tus gastos y solo así tienes un número honesto.
Listo, vamos a contar sin la inflación (~30%): enciende el cerebro y la calculadora.
Lo que entra con un solo trabajo, por semana: $320
Si tienes suerte, te dan las 40 horas semanales completas. La mayoría de las empresas topan la jornada y no te dejan pasar de 35-40 horas. Es una pelea constante para que te den turno. En Estados Unidos hay muchísimos inmigrantes en situación irregular, sobre todo latinoamericanos, dispuestos a trabajar por 6 dólares la hora y a veces menos. Así que no cuentes con horas extra pagadas a 1,5 veces la tarifa: es casi imposible. Lo que sí va a pasar es que te pidan quedarte más rato, con toda la amabilidad del mundo, y te lo paguen a tarifa normal.
Supongamos que tu tarifa es de 9 dólares la hora. No te emociones todavía. Falta restar el impuesto federal (10% como mínimo) más el impuesto estatal (0-13%, mira el mapa). Después de retenciones, digamos 11% (de los cuales el 10% federal no se devuelve, y por recuperar el estatal hay que pagarle a alguien: mira el mito de los impuestos), te quedan 8,0 dólares la hora. Multiplica por 40 y ahí tienes: unos $320 a la semana.
Impuesto estatal sobre la renta, estado por estado (va encima del 10% federal). El mapa está rotulado en inglés, tal como en el original. Fuente.
Vale la pena aclarar algo: si te ofrecen una tarifa por hora más alta en otro estado, recuerda que todos tus gastos suben en la misma proporción. Un sueldo en el sur, digamos en Alabama o Texas, es más bajo que en el noreste (Massachusetts o Nueva Jersey), pero la vivienda, la comida y el resto también cuestan menos en Alabama. De hecho, el sueldo que trae la oferta de trabajo funciona como termómetro de lo cara que es la vida en cada estado: compara lo que pagan por el mismo puesto de camarera de hotel en distintos lugares y sabrás dónde se gasta más. Nadie en Texas o en Alabama le paga 11 dólares la hora a una camarera de hotel sin experiencia; eso es puro cuento, aunque sí es cierto que allá se vive más barato. La misma lógica aplica a los demás trabajos del WaT.
Y la economía no perdona: si sube el salario mínimo del estado, sube también el precio de todo lo demás. Se encarece la renta, la comida, el transporte y los servicios. Aquí abajo te dejamos los salarios mínimos por estado, para que te ubiques.
Salario mínimo por estado, 2024. Rotulado en inglés, como en el original. Fuente.
La experiencia enseña que la tarifa real que termina cobrando el estudiante suele quedar entre veinticinco y cincuenta centavos por debajo de la que decía la oferta. Parece poco, pero a lo largo del verano se convierte en una suma fea. Además, no todos los empleadores declaran bien el estatus fiscal del participante, y eso infla las retenciones que te descuentan del cheque de pago (paycheck). Y hay que decirlo: hay empleadores estadounidenses que se aprovechan de que el estudiante extranjero no conoce la ley local y le meten descuentos a su favor con toda tranquilidad. Después ponen cara de sorpresa y se hacen los tontos. Si te sientas a revisar con calma un cheque de pago del WaT (impuestos, tarifa por hora, horas registradas), casi nunca sale lo que te prometieron. El participante no se da cuenta, se da cuenta tarde, o simplemente no puede hacer nada. Ha habido casos de estudiantes que recibieron un cheque de pago en cero.
Otra cosa: el rango salarial del programa es angosto, porque las reglas solo permiten contratarte en puestos básicos, sin calificación y de trabajo pesado. Lo explicamos en detalle en el mito de la carrera. Lo normal es que te contraten al salario mínimo más uno o dos dólares por hora. Por eso, cualquier trabajo que una agencia te ofrezca por más de $13 la hora debería encender una alarma: o es un estado carísimo para vivir, o es un trabajo no autorizado que puede traerte problemas serios, incluida la cárcel, o es otra vez la agencia metiéndote el cuento.
Lo que sale, por semana: más de $200
Vivienda · $100
La vivienda cuesta caro y varía muchísimo. Lo más probable es que, para ahorrar, termines viviendo con otros estudiantes: mientras más gente en la casa, menos paga cada uno. Convivir con amigos no está mal, aunque tampoco es la maravilla que imaginas, como verás más adelante. Hay quien está dispuesto a dormir en el piso, con chinches, en el barrio más barato del pueblo, con tal de ahorrarse unos dólares. Y hay quien paga $150 a la semana por un apartamento con piscina, buena vista y cerca del trabajo. El rango es amplísimo. Ah, y si te dicen que la vivienda es gratis, casi seguro es otro cuento: o te la descuentan del sueldo, o prepárate para un cuartucho de cinco personas, cama compartida y fila para el baño. Digamos que la vivienda te sale en 100 dólares por semana.
Comida · $70
Si no cocinas y vives de comida rápida, se te van 10-15 dólares diarios, o sea $70 a la semana como piso. Puedes intentar pasar 3 meses a punta de arroz y hamburguesas baratas, sí, pero vas a terminar odiando Estados Unidos y de paso maltratando tu salud, que todavía te hace falta.
Todo lo demás · $30
Aquí el cielo es el límite y casi todo depende de tu disciplina. Casi. Porque algunos gastos no dependen de ti, y otros ni siquiera se ven hasta que llega la cuenta (el impuesto a la venta, por ejemplo, que no viene incluido en la etiqueta). En Estados Unidos no hay nada gratis. Es más: a muchos estudiantes extranjeros les cobran dos o tres veces el precio de mercado, o les inventan cobros que no deberían existir. En esta bolsa entran:
uniforme de trabajo · capacitación o certificados · seguro · depósito de la vivienda (que probablemente no te devuelvan) · servicios: aire acondicionado, agua, luz · cosas de la casa: muebles, vajilla, ropa de cama · televisión e internet · teléfono y chip · transporte: bicicleta, autobús, tren, metro, taxi, o el servicio de traslado que cobra el propio empleador · la revisión del segundo trabajo por parte del patrocinador (sponsor) · el viaje para tramitar el SSN · ropa que no traías · y los imprevistos de siempre.
Aparte, del aeropuerto de llegada tienes que trasladarte hasta tu trabajo, y de regreso: $200-400. Y desde 2018 es obligatorio presentar la declaración de impuestos estadounidense cuando ya volviste a casa. La agencia no te lo menciona antes de que pagues; después sí, y encima te asusta. Sin importar cuánto te hayan retenido, todavía tendrás que soltar dinero por el trámite de devolución. Y no es raro que el estudiante siga debiendo impuesto federal. Seamos optimistas y pongamos el resto de gastos en $30 semanales promedio.
Tu semana, completa
320-100-70-30 = $120 a la semana
Ahora multiplica esa fortuna por 12 semanas: 12×120 = $1 440 en todo el verano
No, espérate. No, no puede ser. ¿Y mis $5 000 prometidos?
Si yo puse $3 000 y medio año preparando este viaje…
A ver, lo leo otra vez, capaz que cambia.
Y todavía tengo que devolverle a mis papás y viajar, ¿no?
Y subir las fotos, obvio.
Y comprarme el iPhone nuevo, la bolsa Gucci y unos Levis rotos…
Uy. ¿Y ahora qué hago?
Los papás normalmente no reciben nada, porque sus responsables criaturas prefieren viajar y estrenar el último iPhone. Tranquilos, papás: olviden sus tres mil dólares, ustedes ya sabían que no los iban a ver.
Y en lugar de los 10 mil dólares prometidos, el estudiante ingenuo vuelve con los bolsillos vacíos y un iPhone. Que, por cierto, suele vender al mes siguiente en efectivo.
El souvenir del verano, en venta. De los Levis rotos no se volvió a saber nada.
Y listo: con esta aritmética de primaria queda desarmado el mito del sueldo “promedio y fácil” de $5 000, y el de los casi astronómicos $10 000.
Recorte de prensa: quién se hace rico con los estudiantes. Fuente (en ruso).
Resumamos
Siguiendo la misma lógica, armamos dos tablas con el destino económico probable de un participante del WaT. La cuenta es sencilla y puedes rehacerla tú mismo.
La primera tabla calcula lo que gana un participante durante el verano, ya descontados los gastos indispensables para vivir en Estados Unidos. La segunda estima el retorno del viaje, es decir, lo que queda después de restar el costo total del programa.
Los datos de partida están abajo. Claro que a cada quien le va a salir un poco distinto: uno paga más impuestos, otro paga menos vivienda. Lo de abajo es el escenario promedio y, justo por eso, una estimación bastante buena para la mayoría.
Datos de partida del cálculo. La tabla está rotulada en inglés, igual que en el original.
Ahora agarra tu oferta de trabajo, mira tu sueldo y tus horas semanales, y ubícate en las tablas. Si en la segunda caes en la zona roja, el programa no se paga solo y vuelves debiendo. Si caes en la verde, felicidades de verdad.
Tabla uno: lo que ganas en el verano, ya descontados los gastos de vivir allá.Tabla dos: si el viaje se paga solo o no. Zona roja, vuelves debiendo.
Un ejemplo concreto
Sueldo de $9 la hora, un solo trabajo, 40 horas por semana.
Con lo que vuelves a casa
−$1512
Ganas en el verano (antes de restar lo que pagaste)
$1488
El programa no se paga solo. La diferencia entre esos $1488 y los $1440 de la cuenta de arriba viene de usar 10% de retención en un lado y 11% en el otro.
El mismo ejemplo, hecho en la calculadora.
Sí, la cuenta tiene supuestos y simplificaciones. Pero demuestra muy bien la realidad nada glamorosa del programa.
Por eso, cuando una agencia te promete un sueldo “promedio” de $6 000 y un 100% de recuperación del programa, te está mintiendo. Es cuento para estudiantes ingenuos y engaño descarado.
Lo demuestran cientos de estudiantes y la cuenta que acabas de leer.
Recuerda que el Work and Travel USA es un negocio de muchos millones, y por esa plata las agencias están dispuestas a cualquier cosa. Todo vale: entrevistas falsas, reseñas y comentarios inventados, páginas infladas con seguidores comprados, sitios hechos a la medida, “recomendaciones” pagadas de gente conocida, libros firmados por “estudiantes” que no existen. Las promociones tipo “trae a cinco amigos y viajas gratis” o “trae a un amigo y llévate $50” son más de lo mismo: al participante que anda contando maravillas entre sus compañeros la agencia le paga comisión por cada cliente nuevo, o le hace descuento en el trámite de devolución de impuestos. En resumen, gente de publicidad usando todos los trucos del oficio. Y esto es apenas una muestra. El objetivo es vender cupos del WaT, vender como sea.
Para ahorrar en transporte, a esta muchacha le tocó ir al trabajo en el maletero.
En el papel y en la presentación todo se ve lindo. En la vida real hay que pagar por todo, en todas partes, y no es poco. Y no pagas en pesos, ni en soles, ni en quetzales: pagas en dólares. Así que despierta y mide bien. Vivir en Estados Unidos con el sueldo mínimo de un participante del WaT es, por decirlo suave, feo. Sí, siempre puedes comer del supermercado más barato o en comedores de beneficencia y dormir de a cinco en un cuarto. Pero es un mal negocio por donde lo mires: o no recuperas lo que pagaste, o trabajas como mula y vives apretado todo el verano. Tenlo presente. La decisión es tuya, y de corazón te deseamos suerte. Perdón por arruinarte el sueño.
Por curiosidad, pregúntale a un estadounidense cuánto gana por hora. Ellos, por cierto, se ríen bajito de los J-1 y los consideran gente fácil de convencer. Vas a entender rápido que a ti te están pagando una miseria. Y justo por eso te contratan: mano de obra barata, obediente y sin derechos le sirve a cualquiera. Aquí no hay misterio: lo tienen afinado desde hace años.
Mención aparte para el cuento de los sueldos altos para las muchachas. En la práctica, más de una participante termina “pagando” el costo del programa con su propio cuerpo y cayendo, en los hechos, en la prostitución. Por eso, muchachos: cualquier promesa por encima de los $5 000 hay que mirarla con lupa. Todo lo que pase de ahí merece una dosis sana de desconfianza. O son reseñas pagadas por la agencia, o es plata de un trabajo prohibido, o el participante vivió y trabajó en condiciones de esclavitud. Basta con revisar la cuenta de arriba para ver que, para un estudiante promedio, pasar de cinco mil dólares no es nada fácil.
Hay que decir también que la cuenta y la estadística de arriba vienen de la época color de rosa anterior a la pandemia. Después del coronavirus mucho cambió, y para peor. La experiencia muestra que desde el verano de 2020 ganar dinero y recuperar el costo del programa se volvió bastante más difícil, por razones evidentes. Ahora en Estados Unidos hay muchísima gente local sin trabajo, y los trabajadores extranjeros no le hacen tanta falta a nadie. Hay bastantes menos turistas, lo que golpeó al sector de servicios, que es justamente donde trabajan los participantes del WaT. Además, el costo del programa y todos los gastos asociados subieron fuerte, lo que hundió el retorno del viaje. Y lo más importante: cambió de forma permanente la cabeza del consumidor estadounidense, por la caída de sus ingresos, la inflación y las deudas. Hoy viajan menos, salen menos a restaurantes y parques y, por supuesto, dejan menos propina. Todo bastante lógico y predecible. El resultado: recuperar lo que pagaste es hoy mucho más difícil. Así que no te dejes llevar por las promesas color de rosa de las agencias, que siguen prometiendo montañas de plata. Su tarea es otra: hacer millones contigo.
¿Y por qué crees que a ti te van a dejar ganar más que a los trabajadores locales?
¿O lo crees nada más porque la agencia te prometió miles de dólares? Las agencias extranjeras tienen su propia tarea: colocarnos el programa a todos y hacer millones con nosotros. Y prometer, se promete lo que sea. Esto va en serio: llevan años puliendo el método con cientos de estudiantes. El siguiente eres tú.
Preguntas que nos hacen siempre
Mi oferta paga más que la del ejemplo. ¿Entonces sí me conviene?
Puede ser, pero haz la cuenta con tus propios números antes de festejar. Una tarifa más alta casi siempre viene de un estado donde vivir cuesta más, así que el extra se te va en vivienda y comida. Mete tu tarifa, tus horas y tus semanas en la calculadora y mira el resultado final, no el sueldo bruto.
¿Y si consigo un segundo trabajo?
Ayuda, y por eso mucha gente lo intenta. Pero no llega solo: hay que buscarlo estando allá, el patrocinador tiene que autorizarlo, y ese trámite también cuesta. Súmale que dormir y comer no se negocian. Cuenta el segundo trabajo cuando ya lo tengas firmado, nunca antes.
La agencia me muestra participantes que sí ganaron mucho. ¿Mienten?
No necesariamente mienten: eligen. Esa gente existe, y es justo la excepción que la publicidad necesita. Pregunta siempre por el promedio, no por el campeón; y pregunta qué horario, qué segundo trabajo y qué condiciones de vivienda hubo detrás de esa cifra.
¿La devolución de impuestos no arregla la cuenta?
No la arregla. Lo federal no se devuelve, el trámite se paga, y declarar es obligatorio aunque no recibas nada. Es un tema entero: lo desarmamos en el mito de la devolución de impuestos.
Bueno, gente, gracias por leer hasta acá. Que les vaya muy bien.
#iamnotwatloh
¿Quieres mejorar tu inglés, sumar “experiencia en una empresa internacional” y recuperar impuestos?
Suerte con eso. Pero antes de entregarle $3 000 a una agencia, date una vuelta por estos materiales:
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“If I’d known about these new checks, I’d have cleaned up my pages in advance instead of panicking at the window. They sent me off to ‘wait’ — and summer left without me.”
— Dinara, WaT participant, 2026
Hey everyone. We keep taking the Work & Travel USA program apart piece by piece — Russian WaT Roulette. Today: a fresh twist this season that agents somehow forget to mention at their meetings. The consulate now reads your social media before deciding whether you get a visa. Ready? Let’s dig in.
You passed the selection, handed your agent around $3,000, packed your suitcase and memorised how to say “room cleaning” in English. You show up for your visa interview — and the consul asks you to make all your profiles public, then quietly goes off to read them. Along with everything you’ve posted, tagged and shared over the past five years.
What they told you at the agency vs. what happens at the window — your phone and your profiles are now part of the conversation.Your social media used to matter only to your future employer. Now the person behind the glass reads it too.
So what actually happened
On 18 June 2025 the US State Department sent every embassy and consulate a cable with a mouthful of a title — “Expanding Screening and Vetting for FMJ Applicants.” Category J is exactly your J-1 visa for Work & Travel USA. In plain English: your online life now gets read before the visa is issued, not after.
And just before that, in late May, interviews for student and exchange visas were paused worldwide while consulates waited for new instructions. In June the windows reopened — under new rules.
What the cable actually demands:
set every one of your social media profiles to public;
the same consular officer who interviewed you personally combs your entire online footprint — not just social media, but whatever search returns on your name;
even if your paperwork is fine, the case is first formally refused under section 221(g) so they can take their time checking;
no speed quotas: staff are told to spend “as much time as necessary.”
The wording comes from the State Department’s public statement of 18 June 2025 and the text of the cable itself, which US media and immigration lawyers went through in detail.
How the screws kept tightening
This wasn’t a one-off — it’s a chain. Open each step and you’ll see the list of checks only grows.
26 March 2025 — the first warning
Secretary of State Marco Rubio sends out a cable on enhanced social media screening for students and exchange visitors — for now, routed through a dedicated fraud-prevention unit.
Late May 2025 — everything freezes
All new F, M and J interviews are frozen worldwide. Would-be students, Work & Travel USA participants and researchers wait at shuttered windows while Washington drafts the new instruction.
18 June 2025 — the new rules
Windows reopen, now with a full review of your online life. Consulates get five business days to roll it out.
December 2025 — the circle widens
The same requirements are extended to H-1B work visas and their families. The list of people being read online keeps getting longer.
March 2026 — the list only grows
Social media screening is added to 14 more visa categories. What touched three groups in summer 2025 now touches almost everyone.
How many visa categories are read on social media
June 2025 (F, M, J)
3 categories
+ December 2025 (H-1B work visas & families)
+2
+ March 2026 (more categories)
+14 → about 19
“Your whole online footprint” isn’t just your latest stories
Making “all your pages” public isn’t about one Instagram. On the DS-160 form you’re required to list every social media handle you’ve used over the past five years. Even the ones you haven’t touched since your first year of uni. Even the ones you “deleted long ago” — because cached copies and other people’s screenshots outlive your memory.
“Footprint” here means literally everything:
old VK and Odnoklassniki pages;
that abandoned Twitter and dead Telegram channel;
comments under other people’s posts and in groups;
photos other people tagged you in;
anything a search engine returns for your first and last name.
The irony? Your personal data has been floating around for years — agents leak it by the bundle. Now the consulate joins the list. Except it reads openly, with the power to say no.
There’s no fixed list of banned things — a real person decides. And they check more than one page: everything tied to your name.The interview’s over — the vetting has just begun. And it’s the same person who questioned you at the window.
Hiding isn’t the same as erasing. Scrub your pages right before the interview and “forget” half your handles on the form, and it reads as an attempt to hide something. To a consul, concealment is worse than an awkward five-year-old post.
Why the interview got scarier — and the line longer
Consuls used to be done in a couple of minutes: two questions, a stamp, next. Now there are no speed quotas — they’re specifically told not to rush. Sounds humane; in practice it means one thing: the line stalls, timelines slip, and your outcome hinges on what the person behind the glass finds under your name and how they read it.
Here’s the slippery part. The official goal is to spot “hostility toward US citizens, culture, government, institutions or founding principles.” What counts as “hostility” is nowhere clearly defined. An old joke about America, a sharp comment under some news, someone else’s opinion you once shared — all of it now gets read by a live human with the power to refuse. And there’s simply no transparent list of what’s fine and what isn’t.
A former consular officer turned immigration lawyer put it bluntly: the new procedure is so cumbersome that it slows visa issuance far more than it catches anyone genuinely dangerous. Same old pattern: just like during the pandemic, it’s the student who’s left holding the bag.
“As long as it takes” in line-speak means: budget weeks, not days.
Rehearse before you’re at the window
The interview matters more than it used to, and freezing up costs you. Run a few mock rounds first with our J-1 visa interview simulator — practise the real questions and walk in calm instead of guessing.
What your agent won’t tell you
Your agent will keep insisting “everyone who pays gets a visa” and that the interview is a mere formality. It suits them: their income is your contract, not your visa. That the consul now reads your social media and can refuse you without explanation? Rarely comes up at the meeting. And it definitely won’t be mentioned that you pay for the program before the interview, not after.
Remember what this whole chain exists for. Work & Travel USA is big business, and the agents’ main job is to make millions off you. While you dream about summer in the States, people are already earning on you: the one who sold the program, the one who filed the papers, the one who’ll “help” you claim your tax back. The new social media check changes none of that math for them — the one taking the risk is still you.
Simple rule: the more confidently an agent promises a “100% visa,” the more carefully you should reread the contract — especially the part about refunds if you’re refused.
“I cleaned out my Instagram the day before the interview. The consul asked me to open the page — and it was empty, not a single photo in three years. I think that’s exactly what put them on guard.”— Sveta, 2026
“They sent me for ‘additional review’ and told me to wait. I’m still waiting, and the program left without me.”— Artyom, 2026
What that 221(g) they scare you with actually is
The most confusing moment for a student is when they take your passport at the window and hand you a slip with the number 221(g). Plenty of people decide right there that they’ve been refused for good and call their parents in tears. In reality it’s not a final refusal — it’s a pause: the case is set aside so they can check you at leisure. The visa might come in a week, in a month, or not at all.
The problem isn’t the pause itself — it’s that it has no deadline. The program won’t wait: the employer gives your spot to someone else, the tickets burn, and summer ends on schedule. Your agent has little to say at that point — they have zero influence over the consul’s decision, even if they hinted otherwise before you paid.
Which leads to a simple rule: don’t buy non-refundable tickets until the visa is in your passport. And ask your agent straight out: what do they refund if the consul sends your case for review and you simply miss the program? Write the answer down.
What exactly they look for in old posts
There’s no official list of no-nos, and that’s the whole problem. But the cable’s wording makes it clear where attention lands: they’re asked to look for signs of hostility toward the country you’re heading to. In practice, the eye catches on fairly predictable things.
harsh takes on the US, Americans and their way of life — even if it was a joke among friends;
pictures and posts about weapons, drugs, anything brushing up against the law;
hints that you plan to stay in the States — “dreaming of never coming back,” said in jest, does not read as a joke;
mentions of unauthorised side jobs and chatter about “how to get around the program rules”;
other people’s posts you once shared without reading closely.
A separate trap is mismatches. If your form says you’re a student going for the summer and returning to study, but your pages show you dropped out a year ago, the questions won’t be about your social media — they’ll be about your honesty. And that’s exactly what gets you refused fast, no discussion. For who actually goes on the program and with what expectations, we’ve got a separate breakdown by participant type.
This is what it looks like when it all ends well. Except now, between the interview and the stamp, there’s a review of your pages.
How much are you risking: a quick self-check
“Set your profiles to public” means every page you have, not just one.
Answer five questions honestly and you’ll see where you’re thin. Tap each one to see how the consulate will read it.
1. Can you remember all your pages from the past five years?
If you can’t — that’s the first thing to sort out today. A handle you forget on the form looks worse than a bad post on it. Search for yourself the way the consulate will: by first name, last name, old nickname.
2. Do you have posts about politics or the US?
They’re not banned in themselves — nobody demands you love America. But be ready to calmly explain any of them in two sentences, without arguing or sulking. Arguing at the window is a losing move.
3. Does your page match your form?
Studies, city, job, summer plans — the consul cross-checks all of it by eye. Any discrepancy gets read against you. Check it yourself first.
4. Are you about to delete everything the night before?
Bad idea. A page scrubbed clean a day before the interview is a loud alarm bell for the consul, not a solution. Clear the clutter early and calmly.
5. What will you do if the visa is delayed?
If the answer is “no idea” — go reread your agent contract and count the money. You pay the program cost up front, and the decision comes no earlier than the interview. And run a few rounds on the interview simulator so the questions don’t catch you off guard.
FAQ
Does this really apply to Work & Travel USA?
Yes. The rules cover all F, M and J visas. Work & Travel USA is a J-1 visa, so it applies directly.
What if I don’t have any social media at all?
A total absence of pages can strike the consul as odd too, and prompt them to dig deeper. Writing “no social media” on the form when you do have it is the worst option of all.
Will they refuse me over one old joke?
There’s no single list of bans — a live person decides. One old post rarely settles it, but it’s better not to hand them reasons or argue with the consul at the window.
Can I just delete everything and show up clean?
Technically yes; in practice, a bad idea. A page scrubbed the day before the interview looks more suspicious than a lived-in one.
How much longer is the wait now?
There’s no single timeline: staff are told not to rush. Budget weeks, not days, and don’t buy tickets until the visa is approved.
In short
Getting a J-1 visa is still perfectly doable — you’re just scrutinised far more closely now. Your social media pages have become part of the interview, the line is longer, and the decision sits with a live human working from no public rulebook. The good news: almost everything here comes down to prep — an honest form, public pages, calm answers, a sober contract with your agent, and a few practice rounds on the simulator. The bad news: your agent will be the last to tell you any of it.
Want to improve your English, collect some “international experience” and claim your tax back? Good luck — but before you hand $3,000 to WaT agents, take a sober look at what you’re getting into. Their job is to sell the program and earn off you; your pages and your visa concern them precisely until the contract is signed.
Use your head. Check your pages. And don’t buy a pretty fairy tale off someone else’s slide deck.
Passed the interview and got the visa? Nice. Just get your pages in order first.
More about the WaT program
Knowledge is power. So, to help students and their parents, here are some suuuuper useful articles and other excerpts from our book:
This material is for general information only and is intended for readers aged 18 and over. It is not legal advice. Visa rules change — check official sources before you apply, and consult a professional if needed. Any decisions you make based on this text are your own responsibility.
«Знала бы про эти новые проверки — вычистила бы страницы заранее, а не тряслась перед окном. А так отправили ждать — и лето уехало без меня».
— Динара, участница WaT 2026
Всем привет! Мы продолжаем разбирать программу по косточкам — Русская рулетка WaT. Сегодня — свежая новость сезона, о которой ватные агенты на своих встречах предпочитают помалкивать: теперь консул читает твои соцсети ещё до того, как решит, дать тебе визу или нет. Готов? Тогда поехали разбираться.
Ты прошёл отбор, отдал агенту около 3 000 долларов, собрал чемодан и вызубрил, как по-английски будет «уборка номеров». Приходишь на собеседование за визой — а консул просит сделать все твои страницы в соцсетях открытыми и молча уходит их читать. Вместе со всем, что ты писал, где отмечался и чем делился за последние пять лет.
У окна теперь решают не только по документам: телефон и страницы в соцсетях стали частью разговора.Раньше твои соцсети смотрел только будущий работодатель. Теперь — ещё и человек за стеклом в консульстве.
Что вообще произошло
18 июня 2025 года Госдепартамент США разослал по всем посольствам и консульствам служебную телеграмму с длинным названием — «Расширение проверки заявителей на визы категорий F, M и J». Категория J — это как раз твоя виза J-1 для Work & Travel Usa. Если перевести на человеческий: теперь твою жизнь в интернете читают до выдачи визы, а не после.
А перед этим, в конце мая, собеседования на студенческие и обменные визы вообще остановили по всему миру — консульства ждали новых указаний. В июне окошки снова открыли, но правила уже поменялись.
Что именно требует телеграмма:
сделать все свои страницы в соцсетях открытыми для всех;
тот же сотрудник, что вёл собеседование, сам изучает весь твой след в сети — не только соцсети, но и всё, что выдаёт поисковик по имени;
даже если по документам ты подходишь, дело сначала формально отклоняют по пункту 221(g) — чтобы спокойно всё перепроверить;
никаких норм по скорости: сотруднику прямо велено тратить «столько времени, сколько потребуется».
Формулировки — из официального сообщения Госдепартамента от 18 июня 2025 года и текста самой телеграммы, который разбирали американские СМИ и иммиграционные юристы.
Как закручивали гайки
Это не разовое решение, а цепочка. Раскрой каждый шаг — видно, что список проверок только растёт.
26 марта 2025 — первый звонок
Госсекретарь Марко Рубио рассылает телеграмму об усиленной проверке соцсетей для студентов и участников обменных программ. Пока — через отдельное подразделение по борьбе с подлогом.
Конец мая 2025 — всё замирает
Все новые собеседования на визы F, M и J замораживают по всему миру. Абитуриенты, участники Work & Travel Usa и учёные ждут у закрытых окошек, пока в Вашингтоне пишут новую инструкцию.
18 июня 2025 — новые правила
Окошки открывают заново, но теперь с полной проверкой того, чем ты живёшь в сети. У консульств — 5 рабочих дней, чтобы всё запустить.
Декабрь 2025 — круг расширяется
Те же требования распространяют на рабочие визы H-1B и их семьи. Список тех, кого читают в интернете, становится длиннее.
Март 2026 — список только растёт
Проверку соцсетей добавляют ещё к 14 категориям виз. То, что летом 2025-го касалось троих, теперь касается почти всех.
Сколько категорий виз читают в соцсетях
Июнь 2025 (F, M, J)
3 категории
+ Декабрь 2025 (рабочие H-1B и семьи)
+2
+ Март 2026 (ещё категории)
+14 → около 19
«Весь твой след в сети» — это не только последние истории
Открыть «все страницы» — это не про один инстаграм. В анкете DS-160 ты обязан перечислить все свои страницы во всех соцсетях за последние пять лет. Даже те, куда не заходил с первого курса. Даже те, что «давно удалил» — потому что сохранённые поисковиком копии и чужие снимки экрана живут дольше твоей памяти.
Под «следом» понимают буквально всё:
старые страницы во «ВКонтакте» и «Одноклассниках»;
заброшенный твиттер и мёртвый телеграм-канал;
комментарии под чужими записями и в сообществах;
фотографии, где тебя отметили другие;
всё, что выдаёт поисковик по твоему имени и фамилии.
Ирония в том, что твои личные данные и так давно гуляют по чужим рукам — агенты сливают их пачками. Теперь к этому списку добавился ещё и консул. Только он читает открыто и с правом поставить отказ.
Единого списка запретов нет — решает живой человек. Проверяют не одну страницу, а всё, что связано с твоим именем.Собеседование закончилось — проверка только началась. Читает тебя тот же человек, что задавал вопросы у окна.
Скрыть — не значит спрятать. Если вычистишь страницы прямо перед собеседованием, а в анкете «забудешь» половину адресов — это выглядит как попытка что-то утаить. А для консула утаивание хуже, чем неудобная запись пятилетней давности.
Почему собеседование стало страшнее, а очередь — длиннее
Раньше консул укладывался в пару минут: два вопроса, штамп, следующий. Теперь у него нет норм по скорости — ему прямо велено не спешить. Звучит гуманно, а на деле означает одно: очередь стоит, сроки плывут, а решение зависит от того, что человек за стеклом найдёт по твоему имени и как это истолкует.
И вот тут самое скользкое. Официальная цель проверки — найти «признаки враждебности к гражданам, культуре, власти, институтам и основам США». Что именно считать «враждебностью», нигде толком не расписано. Старая шутка про Америку, резкий комментарий под новостью, чужое мнение, которым ты когда-то поделился, — всё это теперь читает живой человек с правом отказать. И никакого понятного свода «что можно, а что нельзя» просто не существует.
Бывший сотрудник консульства, ставший иммиграционным юристом, отозвался о новой процедуре резко: по его словам, она настолько громоздкая, что скорее тормозит выдачу виз, чем ловит по-настоящему опасных заявителей. Картина знакомая: как и во время пандемии, крайним в этой истории остаётся студент.
«Столько, сколько потребуется» на языке очереди означает: закладывай недели, а не дни.
Что тебе не расскажет агент
Агент по-прежнему будет уверять, что «визу дают всем, кто оплатил», и что собеседование — простая формальность. Ему так удобнее: его заработок — это твой договор, а не твоя виза. О том, что консул теперь читает твои соцсети и может отказать без объяснений, на встрече обычно молчат. И уж точно там не прозвучит, что деньги за программу ты отдаёшь до собеседования, а не после.
Помни, ради чего вообще существует эта цепочка. Work & Travel Usa — это большой бизнес, и главная задача агентов — заработать на тебе миллионы. Пока ты мечтаешь о лете в Штатах, на тебе уже зарабатывают: и тот, кто продал программу, и тот, кто оформил документы, и тот, кто «поможет» вернуть налоги. Новая проверка соцсетей в этой математике для них ничего не меняет — рискуешь по-прежнему только ты.
Простое правило: чем увереннее агент обещает «стопроцентную визу», тем внимательнее перечитай договор — особенно то, что там написано про возврат денег при отказе.
«Я почистила инстаграм за день до собеседования. Консул попросил открыть страницу — а там пусто, ни одной фотографии за три года. Кажется, именно это его и насторожило».— Света, 2026
«Меня отправили на «дополнительную проверку» и сказали ждать. Жду до сих пор, а программа тем временем уехала без меня».— Артём, 2026
Проверь себя до консульства
«Сделайте профили публичными» — это про каждую твою страницу, а не про одну.Открыть памятку перед собеседованием
Выпиши все свои страницы в соцсетях за пять лет — даже заброшенные.
Сделай их открытыми заранее, а не в очереди у окна.
Пройдись по старым записям своими глазами: спорные шутки, резкие комментарии, чужие мнения, которыми делился.
Ничего не удаляй в панике за день до собеседования — пустая страница вызывает больше вопросов, чем живая.
В анкете DS-160 перечисли все страницы честно. Забытая — это не «мелочь», а повод для подозрений.
Держи наготове спокойное объяснение для любой старой записи. И загляни в список вопросов на собеседовании — чтобы не растеряться у окна.
Частые вопросы
Это правда касается Work & Travel Usa?
Да. Правила распространяются на все визы категорий F, M и J. Work & Travel Usa — это виза J-1, так что касается напрямую.
А если у меня вообще нет соцсетей?
Полное отсутствие страниц консул тоже может счесть странным и начать копать глубже. А написать в анкете «соцсетей нет», когда они есть, — худший из вариантов.
Мне откажут за одну старую шутку?
Единого списка запретов нет, решает живой человек. Одна давняя запись редко решает всё, но лучше не давать поводов и не спорить с консулом у окна.
Можно всё удалить и прийти с чистого листа?
Технически да, по сути — плохая мысль. Резко вычищенная страница за день до собеседования выглядит подозрительнее живой.
Насколько дольше теперь ждать?
Единого срока нет: сотрудникам велено не спешить. Закладывай запас в недели, а не в дни, и не покупай билеты, пока виза не одобрена.
Что такое этот 221(g), которым теперь пугают
Самое непонятное для студента место — когда у окна забирают паспорт и выдают бумажку с номером 221(g). Многие в этот момент решают, что им отказали навсегда, и звонят родителям в слезах. На деле это не окончательный отказ, а пауза: дело откладывают, чтобы спокойно тебя проверить. Виза может прийти через неделю, через месяц, а может не прийти вовсе.
Проблема даже не в самой паузе, а в том, что у неё нет срока. Программа не будет ждать: работодатель отдаст твоё место другому, билеты сгорят, а лето кончится по расписанию. Агенту в этот момент сказать тебе особо нечего — он на решение консула не влияет никак, хотя до оплаты обычно намекает на обратное.
Отсюда простое следствие: не покупай невозвратные билеты, пока в паспорте нет визы. И заранее спроси агента прямо: что он вернёт, если консул отправит дело на проверку и ты просто не успеешь на программу? Ответ на этот вопрос стоит записать.
Как это выглядит, когда всё закончилось хорошо. Но теперь между собеседованием и штампом стоит проверка твоих страниц.
Что именно ищут в старых записях
Официального списка запретов нет, и это главная беда. Но по формулировке телеграммы понятно, куда смотрит консул: его просят искать признаки враждебности к стране, куда ты едешь. На практике внимание цепляется за довольно предсказуемые вещи.
резкие высказывания о США, американцах и их порядках — даже если это была шутка в компании;
картинки и записи про оружие, наркотики и всё, что рядом с законом;
намёки на то, что ты собираешься остаться в Штатах — «мечтаю свалить навсегда» в шутку читается совсем не как шутка;
упоминания подработок без разрешения и разговоры «как обойти правила программы»;
чужие записи, которыми ты когда-то поделился, не вчитываясь.
Отдельная ловушка — несовпадения. Если в анкете ты студент, который едет на лето и вернётся к учёбе, а на страницах видно, что ты уже год как отчислился, вопросы возникнут не к соцсетям, а к твоей честности. И вот это как раз то, за что отказывают быстро и без разговоров. Про то, кто вообще едет по программе и с какими ожиданиями, у нас есть отдельный разбор по категориям участников.
Насколько ты рискуешь: короткая проверка
Ответь себе на пять вопросов честно — и сразу станет видно, где у тебя тонко. Нажимай на каждый, чтобы увидеть, как на это посмотрит консул.
1. Помнишь ли ты все свои страницы за пять лет?
Если не помнишь — это первое, чем стоит заняться сегодня. Забытая в анкете страница выглядит хуже, чем неудачная запись на ней. Поищи себя в поисковике так, как это сделает консул: по имени, по фамилии, по старому прозвищу.
2. Есть ли у тебя записи о политике или о США?
Сами по себе они не запрещены — никто не требует от тебя любви к Америке. Но будь готов спокойно объяснить любую из них в двух предложениях, без спора и без обиды. Спорить у окна — проигрышная тактика.
3. Совпадает ли твоя страница с твоей анкетой?
Учёба, город, работа, планы на лето — всё это консул сверяет глазами. Любое расхождение он трактует не в твою пользу. Проверь заранее сам.
4. Не собрался ли ты всё удалить накануне?
Плохая мысль. Пустая страница, зачищенная за сутки до собеседования, — это громкий сигнал тревоги для консула, а не решение. Разбирай завалы заранее и спокойно.
5. Что ты будешь делать, если визу задержат?
Если ответ «не знаю» — садись перечитывать договор с агентом и считать деньги. Стоимость программы ты платишь заранее, а решение принимают не раньше собеседования.
Коротко
Получить визу J-1 по-прежнему реально — просто теперь тебя проверяют куда придирчивее. Твои страницы в соцсетях стали частью собеседования, очередь длиннее, а решение — в руках живого человека без публичного свода правил. Хорошая новость: почти всё здесь зависит от подготовки — честная анкета, открытые страницы, спокойные ответы и трезвый договор с агентом. Плохая — в том, что агент расскажет тебе об этом последним.
Хочешь улучшить английский, получить «международный опыт» и вернуть налоги? Удачи… но перед тем как отдать 3 000 долларов ватным агентам, трезво оцени, во что ввязываешься. У них своя задача — впарить программу и заработать на тебе, а твои страницы и твоя виза их волнуют ровно до подписания договора.
Включай голову. Проверяй страницы. И не покупай красивую сказку с чужой встречи.
Прошёл собеседование и получил визу? Красава. Только сначала приведи страницы в порядок.
Материал носит справочный характер и предназначен для читателей 18 лет и старше. Это не юридическая консультация. Правила выдачи виз меняются — перед подачей документов сверяйтесь с официальными источниками и при необходимости обращайтесь к специалисту. Решения, принятые на основе этого текста, остаются на вашей ответственности.